terça-feira, 16 de abril de 2013

Publ. avulsas conserv. ecossistemas, 24:1-23 (jun. 2009)

SOUSA, Geny Maria de; BARROS, José Sidiney; SOUSA, Samara Raquel de; FARIAS, Ruth Raquel Soares de; CASTRO, Antonio Alberto Jorge Farias. Composição florística e fitossociologia das serras de Campo Maior, município de Campo Maior, Piauí, Brasil. Publ. avulsas conserv. ecossistemas, Teresina, n. 24, p. 1-23, jun./2009 (Série: Publicações Prévias). ISSN 1809-0109.
DOI: http://dx.doi.org/10.18029/1809-0109/pace.n24p1-23.

RESUMO
O Cerrado do Brasil (mais de 2 milhões de km²) ocupa áreas territoriais das regiões Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, os estados do Piauí e Maranhão destacam-se pelas elevadas concentrações de cerrados, do ponto de vista ecológico, apresentam uma zona de transição entre os domínios amazônico e semi-árido nordestino. O estudo foi realizado na Serra de Santo Antonio, SSA (04°56’46"S, 42°11'41"W e 248m), Serra de Bugarim, SB (04°57'27"S, 42°11'37"W e 273m) e Serra de Passa-Tempo, SPT (04°58'57"S, 42°14'01"W e 253m), localizadas no município de Campo Maior, Estado do Piauí. O trabalho tem como objetivo a caracterização da vegetação das serras de Campo Maior através de levantamentos florísticos e fitossociológicos. Para análise florística foi utilizado o método de coletas preferenciais assistemática e para o estudo fitossociológico utilizou-se a metodologia de parcelas de 20x50m, perfazendo uma área de um hectare para cada unidade amostral, foram locadas um total de 30 parcelas. Como critério de inclusão foram considerados todos os indivíduos vivos, lenhosos, com diâmetro do caule ao nível do solo (DNS) >3cm. No levantamento florístico foram registradas um total de 2646 indivíduos distribuídos em 31 famílias, 51 gêneros, 63 espécies, sendo 01 espécie totalmente desconhecida, esta encontrada na Serra de Santo Antônio. As famílias mais representativas referentes às três áreas foram: Vochysiaceae (102,45%), Malpighiaceae (47,13%), Erythroxylaceae (33,01%), Mimosaceae (24,95%), Myrtaceae (22,89%) e Euphorbiaceae (13,86%). Do total das famílias, aquelas que apresentaram maior número de indivíduos, foram: Vochysiaceae com 947 indivíduos, Malpighiaceae (374), Erythroxylaceae (254), Myrtaceae (235), Mimosaceae (230) e Euphorbiaceae com 104 indivíduos. As espécies que mais se sobressaíram em relação ao número de indivíduos foram: Qualea parviflora (742), Byrsonima correifolia (305), Erythroxylum bezerrae (251), Psidium myrsinites (226), Plathymenia reticulata (208) e Salvertia convallariodora (202). No que se refere ao levantamento fitossociológico, observou-se as famílias com o maior IVI para a SSA: Malpighiaceae (21,48%), Vochysiaceae (20,57%), Erythroxylaceae (16,89%), Combretaceae (7,33%) e Mimosaceae (6,37%). enquanto que Vochysiaceae (24,85%), Malpighiaceae (11,56%), Erythroxylaceae (8,95%), Euphorbiaceae (7,71%), e Combretaceae (7,13%) para a Serra de Bugarim (SB) e para a Serra de Passa-Tempo (SPT), Vochysiaceae (33,38%), Myrtaceae (9,86%), Mimosaceae (8,63%), Malpighiaceae (6,61%) e Combretaceae (5,28%). As espécies com maiores IVIs computadas para a SSA foram: Byrsonima correifolia (20,98%), Qualea parviflora (19,42%), Erythroxylum bezerrae (16,50%), Terminallia fagifolia (6,98%) e Plathymenia reticulata (5,65%), na SB, destacaram-se Qualea parviflora (18,57%), Byrsonima correifolia (9,37%), Erythroxylum bezerrae (8,67%). Salvertia convallariodora (7,75%) e Euphorbia sp (7,49%) e para SPT, Qualea parviflora (20,64%), Salvertia convallariodora (13,92%), Psidium myrsinites (9,19%), Plathymenia reticulata (7,16%) e Terminallia fagifolia (4,90%). Essas espécies também mostraram-se detentoras dos maiores IVCs. O indíce de diversidade de Shannon (H') foi de 2,06 nats/ind.-1 para a SSA, 2,65nats/ind.-1 na SB e 2,54 nats/ind.-1 para a SPT. Considerando o índice de Sørensen, a similaridade entre as serras amostradas foram altas, variando de 0,75 a 0,92. Quanto ao índice de Jaccard, os valores, também foram altos (0,37 a 0,46). A vegetação das áreas estudadas apresenta limitações ecológicas, devido, contudo as condições climáticas, geológicas e mesmo altimétricas referidos como fatores seletivos para a adaptação das espécies ali encontradas, o que explica talvez a baixa diversidade de espécies nessas áreas.

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